O que nós vemos das cousas são as cousas.
Por que veríamos nós uma cousa se houvesse outra?
Por que é que ver e ouvir seria iludirmo-nos
Se ver e ouvir são ver e ouvir?
Se ver e ouvir são ver e ouvir?
O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê
Nem ver quando se pensa.
Mas isso (tristes de nós que trazemos a alma vestida!),
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender
E uma sequestração na liberdade daquele convento
De que os poetas dizem que as estrelas são as freiras eternas
E as flores as penitentes convictas de um só dia,
Mas onde afinal as estrelas não são senão estrelas
Nem as flores senão flores.
Sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores.
=======================Poema: O que nós vemos, Alberto Caeiro
Pinturas a giz no solo e paisagem: I Madonnari Festival, Missão, Santa Barbara, 26/5/2008
Escultura de Bronze: Delusions of Grandeur, René Magritte, Getty Museum, LA.
1 comment:
Olá Olá!
Isso é que é cultura! isso é que é viver!... Façam o favor de não me fazer inveja, ok?
Las Vegas? mas, afinal nem se deixaram tentar? Não vos vi a jogar na roleta!..
E o meu filhinho, por acaso já o viram? Não se terá já perdido? Por favor... tomem conta dele, mesmo que esta madrinha desnaturada não vos tenha mandado nadinha... nem um salpicão nem umas tripinhas à moda do Porto, nada, mesmo nada... Mas... a culpa foi toda do Rui, acreditem... é que não me deu tempo para nada!
Por aqui, por enquanto é só trabalho... mas... é verdade, temos o S. João à porta! Que tal umas sardinhitas? Já estou a preparar a festa cá em casa... (agora sou eu quem vos está a fazer inveja!!!)
Beijinhos para todos e sejam felizes. Digam ao Rui para dar sinal de vida, ok?! Cila
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